é como naqueles dias da adolescência que você só vive quando está muito bêbado. sóbrio, rola apenas uma nostalgia de fotos de bandas de rock envelhecidas. e uma trupe estranha. pelo menos era assim que eu me sentia quando não via muito sentido no presente.
o presente, quando vivido com as próprias pernas tem tom incerto. ligações, mensagens e passeios longos do gato pelo centro da sala sugerem associações que findam em presságios. conec-conec-conecção.
o alívio vem com o vento de pôr-do-sol. um dia tudo isso foi em função da escrita. um dia tudo isso foi em função da escrita. poemas, cafés, cigarros. A CENA AGORA PESA COMO UM BEBÊ DE MAIS DE NOVE MESES.
performaticamente. o nascimento do indivíduo: go ahead and banque sua pira. de alguma forma sinto falta do coletivo, da trupe teatral. sonhozinho frustrado de atriz, confesso. mas nesse instante me lembrei que ele já existiu. portanto, por se agora, existe. e penso que se fosse agora pra ir atrás disso por onde começaria?
destino. qualé o pente que te penteia ô nega? me diz, é o mar que leva mesmo?!? [hoje, a caboclinha lá chega e fala que tá tudo na nossa cabeça e eu lembrei de como minhas certezas sobre esse tipo de afirmação cambiaram suas premissas e justificativas.]