dime store diamond

novas, meio velhas. (vida vertiginosa, véi…)

09/02/2010 · Deixe um Comentário

O blog está meio abandonado. Mas continuo escrevendo, vou passar pra cá qualquer hora.

Estive internada nos estudos pra prova de transferência esses tempos, delicinha de Marx, Weber e Sérgio Buarque de Hollanda. Na real, foi super foda ler esses caras: repetir a dose dos dois primeiros e conhecer o último.

Voltei a ver sentido em Marx. Weber é muito sensato. Na época que eu li eles em 2007/2008 estava muito mais preocupada em desconstruir o discurso científico do que realmente apreender o que eles estavam me falando e realmente tinha a ver.

Sérgio Buarque de Hollanda é bem incrivel, muito foda a abordagem psicológica estrutural do povo brasileiro. As influências lusas, um portugal que já era moderno antes da modernidade européia de fato se iniciar…e reconhecer portugal é muito legal porque eu só fui ver sentido  e mesmo notar (=o) portugal depois de vir pro rio, ler o Verdade Tropical do caetano. Vamos combinar, que influencias fortes portuguesas curitiba tem?

Agora estou lendo João do Rio e ele é super fala o que SBH falou, porém com 20 anos de antecedência e através da literatura. O rio realmente teve uma realidade sui generis no inicio do século xx. Muito cosmopolita, mas meio que pagando pau pro estrangeiro, querendo buscar um identidade. É realmente incrível como é atual. Quando eu li o prefácio achei exagero, mas na parte das crônicas realmente os assuntos dizem respeito ao que vivemos hoje. O que é tédio, são as criticas, que são meio clichês, meio puristas, mas os assuntos não.

Tirando isso, estou fotografando e tentando ficar bronzeada. Estou viciada no Tumblr nos últimos dois dias, confiram lá.

Esse aí embaixo é o @jazzmanbrasil cozinhando lá na casa da @geoeuzebio e do @cinco. O cara manda muito bem na cozinha, esse prato foi uma homenagem ao casal: uma muqueca com temperos paraenses(tucupi) e baianos(azeite de dendê). Ficou uma explosão de sabores, mas devo dizer que teve o efeito cachacinha e torresminho. hahhhahaa

Depois disso a gente foi pra Sinuca mais foda na Lapa. Quando eu não vou o garçom(nosso bróder Hans) pede de mim(tá, isso foi uma vez). Nessa sinuca, lei anti-fumo de cu é rola, tem um karaokê com Cansei de Ser Sexy e a cerveja é relativamente barata. Confere aí, o Leo de modelo:

geo e nanda

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Passeio na sombra

18/01/2010 · Deixe um Comentário

Sabe gente, além de futura cientista social eu também sou atriz. Ou fui, ou melhor, ora sou, ora não sou…

No começo de 2007 eu gravei esse curta ‘Passeio na Sombra’, foi aí que eu conheci a Geo e o 5, mas nessa época eles já estavam com a geladeira nas costas rumo Rio de Janeiro. Foi um período massa e as gravações foram divertidas. Queria agradecer ao Dani e a Mari e ao Esquerda, pelos vários meses de convivência e por todas as trocas.

aí vai;)

o/

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Blog analógico portátil I

13/01/2010 · Deixe um Comentário

Eu tava andando por aí desde o meio do ano passado com uma espécie de bloco de notas onde eu ficava escrevendo umas paradas. Vou começar a passar pra cá.  O que tiver em negrito serão os comentários de hoje em dia, tipo, na hora no post.

lá vai o primeiro post analógico:

“Passo o tempo todo forjando(tentando, ao menos) novas realidades: mundos imaginários nos quais misturo o que sou, o que queria ser, passado, presente, o que não posso ser;  palhaçada essa história de liberdade.

Eis que o tempo passou. e o que achava que se resolveria, multiplicou-se. Também besteira achar que o prazer e a realização são etapas do caminhos. eles são quase que completamente descolados da linearidade do tempo, da vida. independentes, nos provocam emoções nostalgicas e paradigmas. não são o caminho das pedras. são as próprias: preciosas e nem sempre presentes.

perdida entre estar e não, aguardo ligações, e-mails, insights, o fim de semana.”

Sobre o ‘jogo da amarelinha’, ‘o reino deste mundo’ e ‘100 anos de solidão’, sobretudo o primeiro.

” Estava no rio, era de curitiba. Horácio em paris, vindo de buenos aires. A cada pagina semelhanças, diferenças: sempre a comparação. O grupo? me lembrava minha trupe curitibana. divertida: escondia algumas facetas macabras por meio de alfinetadas sutis, quando, nem tanto.

Depois de Carpentier e Garcia Marquez, onde o realismo maravilhoso(maravilhoso!) gritava em toda as suas expressões sociais, sentir o absurdo(extremamente latino-americano) interno* de Cortázar foi algo incrível. algo naquela experiencia dos personagens me fazia ter vontade de continuar encarando a vida ‘niilistamente’. mais triste, sim. mais verdadeiro também.”

*absurdo interno do colonizado não mais colonizado. centro-periferia. valores misturados. centros periféricos e periferias centrais.

” a gente se encontra. e continua

sabemos da efemeridade, e juvenis

não nos preocupamos com o romper

que virá…pela distancia ou desentendimento

mas como frear o hedonismo?

me sinto tão hipocrita quando percebo minhas certezas com tantas

dúvidas

dívidas morais absurdamente enraizadas no que digo não crer

como pode o paradoxo fazer tanto sentido?

e o inexplicavel tão logicamente organizado?

enfim, como pode existir paixão serena?”

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vassoragem e bota de cowboy.

11/01/2010 · Deixe um Comentário

acabei de postar isso no twitter. mas precisa ficar registrado no blog. essa vibe mina loca sem limites curtindo a vida bêbada é muito massa.  o que vocês acham?

a michelle acabou de me mostrar esse. total hit do verão.

essa música é muito foda pra mim. sábado retrasado eu fui pro wonka mentalizando ela e tocou! eu tava com o caco e nesse momento a gente tinha se perdido, quando começou a tocar os dois correram pra pista. (L)

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wish list 2010

07/01/2010 · Deixe um Comentário

eu fiz uma wish list ontem. mas nada de compras, só desejos do tipo estudar mais, postar mais no blog, ficar bronzeada, comer menos…

dai eu descobri(duas folhas do caderninho atrás) que eu já tinha feito uma….eu tinha dividido a folha em 6 areas da vida que eu ia melhorar e uma delas era HAND JOB!!! meooo deooos, quando vi fiquei muito excitada assustada! depois eu lembrei que isso, na real, era só uma brincadeirinha comigo mesma e que os hand job eram tipo trabalhos manuais como fotografia, desenho, decoração, culinária….

eu passei de devassa pin-up pra mocinha certinha em dois segundos!

ai, os anos 50 são tão perfeitos pra ilustrar certas coisas=)

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natal=)

07/01/2010 · Deixe um Comentário

cara, olha esse post que eu tinha feito no natal.

agora já é ano novo e eu já to quase voltando pro Rio. As férias em cutiriba foram animais=)

Neste natal eu fiz a árvore lá de casa com tsurus dourados. Taí na foto, ficou tudo bem hippie, com chita, florzinha…essa do meu lado é a Ana,  que mora comigo. Nesta noite da foto @geoeuzebio @cinco @belisards @nandamelonio e a antiga @mix_ix foram lá em casa comer bolo.

nessa nova casa eu não tenho tv, nem internet, a gente não cozinha carne e a janela do meu quarto é cheia de plantas. mas gente, eu ainda sou legal tá? não é só por causa disso e que eu ando fazendo uns artesanatos que eu tô hippie.

Foi uma boa comemoração de Natal, agora eu tô em Curitiba. Hoje de manhã comecei a vasculhar umas papeladas antigas e achei umas paradas escritas. Vou postar aqui nos próximos dias.

Já ganhei dois presentes de natal: um biquini da minha mãe e uma blusa da minha madrinha. e já comprei meu próprio presente: uma câmera fotográfica!

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comofas/?

04/12/2009 · 2 Comentários

definitivamente o problema neste momento do universo não é dar conta da ordem prática da vida, mas da mental.

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rio de janeiro, 26 de novembro de 2009.

26/11/2009 · 4 Comentários

“-afrocentrismo é diferente de afrocentricidade;

-a oralidade não é texto, bem como, não existe projeto cientifico que tenha equivalência epistemológica ao projeto científico ocidental.”

isso é quinta-feira, aula de pós-colonialismo com joão francês, isso é rio de janeiro, isso é BRASIIIIL(/geoeuzebio)

direto da aula onde todo mundo já fala quinhentas linguas e parece ser super bem encaminhado na vida.

enquanto isso eu sinto saudades da reitoria, da integração, do ogrobol, das pessoas – lóóógico(/cacs)- , da selma. e fiquei pensando agora pouco, até fico no rio, mas faço uma etnografia do ogrobol aqui(L) técnicas corporais, estilos diferentes de jogar (história e sociais), uma perspectiva de gênero, antropologia dos esportes (L)(L)(L)

ah gente, fala aí, vai dar super certo né? e eu vou ficar mundialmente famosa! aê!

***

ontem eu tomei banho de chuva com a ana, rico né? a gente tava voltando do Saara, que a propósito é um dos lugares mais legais desse rio de janeiro, a kinda 25 de março e  dá pra achar umas paradas bem incríveis lá, se bem que ontem a gente só fez compra chata, tipo cano de máquina de lavar, lâmpada e pópópó. Então eu percebi como eu sou despreparada pra essas coisas sérias da casa. Eu só curto ficar vendo umas paradas bonitinhas e não manjo nada da pedreragem, que vamos combinar, é super essencial né? Precisava muito fazer uns mini-cursos de marceneiro, eletricista, jardinagem, culinária…que não fosse na internet!

***

enfim, acho que é isso. na verdade tinha mais coisa, mas agora eu vou jogar sinuca(porque essa é mais uma das coisas além de jardinagem, marcenaria, culinária, etc.,  que eu quero mandar bem um dia, portanto, preciso TREI-NAR!, com cê-fê-cha e não sô-ve-ti)

 

p.s.: meu cabelo tá imeeeeeeeenso, crise existencial, corto ou não?

 

 

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tendencinhas contraditórias

23/11/2009 · 2 Comentários

“o ponto de partida da elaboração crítica é a consciência do que se é realmente, e é o ‘conhece-te a ti mesmo’ como um produto do produto do processo histórico até o momento que depositou em ti uma infinidade de traços, sem deixar um inventário. Portanto, é imperativo no inicio compilar tal inventário”

gramsci, em sei lá onde.

 

eu tenho vontade de postar bem mais, acabo não fazendo isso, não pela inexistencia de eventos que julgo relevantes, e sim pela insistencia que tenho em detalhar de forma genealógica as experiências.

portanto, eu até mandaria gramsci pra puta que pariu e ouviria só deleuze( ” cada platô pode ser lido em qlqr posição e posto em relação com qlqr outro”), mas nem rola, tô sem internet na nova casa .mas pelo menos meu quarto de agora é o mais legal que eu já tive na vida, porque  o da casa anterior era meio bosta e o lá de curitiba eu tava enjoada porque foi meu quarto desde sempre.rolam uns macaquinhos no fio de luz quando eu acordo bem cedo e eu tenho plantas na janela. Calculo que,  se eu praticar, em mais ou menos 2 anos estarei cozinhando decentemente e saberei cuidar das plantas. A Ana, minha roommate, é bem massa. Ela é de Recife e mora no Rio faz uma cara. Ela disse que eu sou chata porque só faço pergunta de curitibano, que acha que as coisas tem que ser certas( isso tudo só pq eu perguntei porque o bonde ia só até determinado ponto sendo que os trilhos continuavam).

acho santa tereza cada vez mais do caralho, tudo é bonito lá, mas pra morar lá só com carro e como no quesito carro eu ainda não fiz aquela mudança de pensamento revolucionário->conservador nem rolaria morar lá. fui nas paineiras ontem, o lugar é absurdamente legal e bonito.

eu tô em crise existencial porque não sei o que fazer no ano novo.

a fiocruz tá legal.

o meu professor francês de antropologia pós-colonial é bem foda. o nome dele é jean françois e quando ele trampou numa comunidade quilombola a galera chamava ele de joão francês. outra coisa foda que ele contou dessa época, é que todos os caras do governo, movimento negro insistiam com que as pessoas que moravam nessa comunidade se denominassem quilombolas, mas os caras nem sabiam que eram chamados assim. tanto que els confundiam quilombolas com quilometros! essa parada de ouvido “treinado” que não identifica certas palavras, tipo a gente com outra lingua. mas eles tavam falando a mesma né, o português. Toda quinta-feira o mundo fica mais dificil. Hoje é segunda e também tá. mas tudo bem.

 

 

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kléper.

29/10/2009 · 1 Comentário

Hoje eu não tive aula, pois todos os professores estão na Anpocs, então aproveitei pra ter um dia romântico com o Kléper que se muda amanhã. Uma das partes mais difíceis de toda essa história é me separar dele.

Ele faz umas coisas muito bizarras, algumas eu vejo, outras ele conta. Ele fica de cueca o dia todo e cozinha muito bem. E quando eu to muito mal ele não vem abraçar, com dureza me faz perceber alguma coisa que eu não tava enxergando. Ele faz umas coisas bem porcas também, esses dias ele fez um macarrão com molho branco que ficou bem ruim (e ele ficou todo sentido quando eu falei isso, hahaha) e enquanto cozinhava deu uma coçada no saco muito bruta. Eu fiquei puta e sai gritando, ele fingiu que não ia lavar e ficou falando porquices. Quando ele finalmente foi lavar fez isso na pia da cozinha!!! Só piorou né? Mas eu já to meio acostumada…já to até quase restabelecendo meus conceitos de nojento(mentira).

Hoje ele fez um Escondidinho de Abobrinha(sem coçar o saco) que ficou animal! Dormimos, conversamos e escutamos música. O coração ficou apertado o tempo todo, ver as coisas dele já encaixotadas foi foda…  Aprendi muita coisa com ele. Rola  muita admiração, amor, carinho. Vou morrer de saudades de ter alguém pra esperar todo dia a meia noite. Ele é um pedação do que eu chamei de casa nesses últimos 8 meses.

eu e o kléper

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